sábado, 8 de janeiro de 2011

Reciprocidade é uma boa pedida

Quando estou dentro do ônibus olhando pela janela para alguma paisagem desta Ilha Magnética (Vide música de César Nascimento) fico pensando um monte de coisa "tudo ao mesmo tempo agora". Hoje comecei pensar em situações com amigas minhas com relação a um ponto que faz toda diferença em nossas vidas. Que tal imaginar uma mulher sempre disponível, sempre SIM, sempre Alô na primeira chamada do celular e por aí vai?
É! elas existem e convivem comigo. Bom convenhamos que a maioria das pessoas um dia já  ficou disponível para outras que não estavam nem um tanto quanto afim desta disponibilidade.
É nesta  hora que entra uma frase que já virou mania em meus posts "Tudo que é demais estraga". Alôô! Queridas mulheres amigas amadas? Doem-se a alguém somente o quanto esse alguém se doar a você. Não pense que sou craque no assunto, também já cometi a insanidade de me doar muito muito muto além do que o outro poderia me retribuir. E não é bom viu? O máximo que a gente consegue é um balde de lágrimas, noites sem sono, pensamentos toscos e mais diversos e a sensação de "Ninguém me admira o suficiente". Poxa! Comece a você mesmo a se valorizar, se amar, se querer e se respeitar. Sabe,  pega o trecho daquela música: "Eu quero que risque o meu nome da sua agenda, esqueça o meu telefone não me ligue mais, porque já estou cansada de ser o remédio para curar o seu tédio" Entããão??????? Pare de ser remédio do tédio alheio! Pare de ser a Opção "B" "C" "D". Você é única. Não se esqueça de estar sempre INDISPONÍVEL para quem representa atraso e sofrimento para sua vida. Reconheça o seu valor que aos poucos os outros também vão reconhecer! E Pronto! Bola pra frente!  Combinado?   #Ficadica

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A dose do Medo!



A minha pérola estava doente, diante da situação, me vi apressada em levá-la ao hospital e deixá-la aos cuidados de quem está "apto" a resolver o problema de saúde e fazer com que tudo fique bem novamente. Eu estava angustiada, triste pela fragilidade da minha pequena preciosidade. Ma, confiei nas mãos da mulher de branco que veio de dentro de uma sala com uma injeção que para mim naquele momento representava a tranquilidade.
A mini paciente estava no colo da vovó materna, depois da picada da agulha ela adormeceu. O desespero bateu, fiquei em estado de choque, minha mãe gritava desesperada já imaginando a pior das possibilidades. Eu parada! Dura que nem uma estátua! Sem reação, nada me estimulava, parecia que o mundo todo havia naquele momento caído sobre a  minha cabeça. Foi a pior sensação da minha vida. Foi o momento em que vi o tamanho do amor que eu sentia e a minha impotência diante de uma ato que eu acreditava ser o melhor para trazer de volta a minha paz depois de uma noite mal dormida. Foi um choque. Parecia uma eternidade mas não durou nem um minuto.
Minha filha abriu os olhos, respondeu as estímulos. O desespero da minha mãe cessou e meus músculos puderam então reagir. Ufa! Foi só um susto! Diga-se de passagem o maior de todos os tempos.

 Levei-a para casa e tomei os cuidados para não ser necessário retornar ao lugar em que tive o maior medo da minha vida em apenas um minuto. Para minha sorte e sorte do meu rebento, naquele dia o que foi aplicada na veia da minha filha, não era vaselina e  a única embolia que aconteceu foi em mim que tive nos sessenta segundos mais demorados da minha vida a obstrução ou entupimento do movimento corporal devido a falta de reação na pequena possibilidade de perder a pessoa mais importante da minha vida. Por sorte, hoje o que escrevi não se compara a situação da mãe da pequena Stephanie dos Santos Teixeira, de 12 anos que levou a filha ao hospital e voltou somente com a dor da perda para casa.