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sábado, 7 de maio de 2011

No dia que eu saí de casa minha mãe....


7 dias para encher as malas, cada papel, cada roupa, cada documento uma conversa, um choro, uma lembrança. As noites mal dormidas iam me rendendo  rosto e corpo cansados. Meu cérebro não conseguia pensar em mais nada. A distância, o medo do novo, a capital, a recepção, os novos amigos. Do outro lado minha guerreira sofria calada, em um misto de emoção em ver a  caçula buscar alças vôos maiores e saber que em apenas uma semana ela estaria separada da filha por quase 900km. Os dias foram passando e ao mesmo tempo que eu me alegrava pela aproximação do inicio de um sonho (formação acadêmica em Jornalismo), o peito enchia de dor. Na cidade onde nasci e cresci, ia ficar o melhor de mim. Preciosidades insubstituíveis, que simplesmente tentavam amenizar a dor do pensamento aproveitando ao máximo os últimos momentos antes da separação. Calada, a noite eu soluçava. Minha mãe, com aquele sentimento protetor batia em minha porta e perguntava: Filha, está chorando? Não mãe, é que dormi a tarde toda e estou sem sono. É mãe, eu estava chorando sim. Chorei noites e noites com medo do novo. Com medo da distância do seu colo, da sua proteção e do seu abraço caloroso. Sabia que iam fazer falta. E como fazem. Na porta de casa, depois de um abraçado apetado, soluçamos e nos abraçamos sem dizer nada uma para outra. No fundo sabíamos que tudo que queríamos falar as lágrimas já afirmavam em alto tom. Foi um tchau trêmulo, em meio ao choro que por nada diminuía.   Ela me disse assim: Minha filha, vá com Deus, que este mundo inteiro é seu. Eu sei que ela compreendeu, os meus motivos de sair de lá, pois ela sabe que depois que cresce o filho vira pássaro e quer voar. Eu bem queria continuar ali, mas o destino quis me contrariar. E o olhar de minha mãe na porta eu deixei chorando ao me abençoar. No terceiro ano consecutivo eu busco neste espaço amenizar minha dor em um dia que minhas lágrimas teimam em cair sem protocolo nenhum. Eu choro, continuo chorando. Sinto falta de vocês, você é mãe por duas vezes e dedica amor e tempo para a pessoa mais especial da minha vida. Você é uma guerreira que merece todo meu amor e admiração. Feliz dia das mães 2011.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A dose do Medo!



A minha pérola estava doente, diante da situação, me vi apressada em levá-la ao hospital e deixá-la aos cuidados de quem está "apto" a resolver o problema de saúde e fazer com que tudo fique bem novamente. Eu estava angustiada, triste pela fragilidade da minha pequena preciosidade. Ma, confiei nas mãos da mulher de branco que veio de dentro de uma sala com uma injeção que para mim naquele momento representava a tranquilidade.
A mini paciente estava no colo da vovó materna, depois da picada da agulha ela adormeceu. O desespero bateu, fiquei em estado de choque, minha mãe gritava desesperada já imaginando a pior das possibilidades. Eu parada! Dura que nem uma estátua! Sem reação, nada me estimulava, parecia que o mundo todo havia naquele momento caído sobre a  minha cabeça. Foi a pior sensação da minha vida. Foi o momento em que vi o tamanho do amor que eu sentia e a minha impotência diante de uma ato que eu acreditava ser o melhor para trazer de volta a minha paz depois de uma noite mal dormida. Foi um choque. Parecia uma eternidade mas não durou nem um minuto.
Minha filha abriu os olhos, respondeu as estímulos. O desespero da minha mãe cessou e meus músculos puderam então reagir. Ufa! Foi só um susto! Diga-se de passagem o maior de todos os tempos.

 Levei-a para casa e tomei os cuidados para não ser necessário retornar ao lugar em que tive o maior medo da minha vida em apenas um minuto. Para minha sorte e sorte do meu rebento, naquele dia o que foi aplicada na veia da minha filha, não era vaselina e  a única embolia que aconteceu foi em mim que tive nos sessenta segundos mais demorados da minha vida a obstrução ou entupimento do movimento corporal devido a falta de reação na pequena possibilidade de perder a pessoa mais importante da minha vida. Por sorte, hoje o que escrevi não se compara a situação da mãe da pequena Stephanie dos Santos Teixeira, de 12 anos que levou a filha ao hospital e voltou somente com a dor da perda para casa.

sábado, 8 de maio de 2010

Dia das mães, dia da Saudade!

Amanhã é o dia das mães, o segundo que passo longe de casa, adianta achar que com o tempo a pessoa se acostuma? adianta não! A data chega, o coração aperta, os olhos ficam rasos, a noite custa passar, o sorriso fica dificil, o abraço fica indispensável, a emoção é parceira fiel!
Nada se compara ao amor de mãe, o dela por nós e o nosso pelos nossos filhos! Como é dificil este momento em que todos se reúnem e abraçam suas fiéis companheiras e eu tenho que apenas imaginar como seria bom se eu tivesse com minhas preciosidades! Enfim..É mais um dia das mães longe delas...Raíssa Vitória e Elda Miranda! Por quem eu luto, por quem eu choro e por quem eu sei que VAI VALER A PENA!